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Aviso de Risco: Os CFDs são instrumentos complexos e acarretam um elevado risco de perda rápida de dinheiro devido à alavancagem. 83% das contas dos investidores não profissionais perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador. Deve ter em conta se compreende como funcionam os CFDs e se pode assumir o elevado risco de perder o seu dinheiro. Por favor, clique aqui para ler o nosso Aviso de Risco na íntegra.

79% das contas dos investidores a retalho perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador.

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Gold Cashing in Amid Post-Shutdown Uncertainty and Fiat Fears

Lucro no ouro após incerteza da paralisação e instabilidade fiduciária

A valorização do ouro durante este ano foi surpreendente para muitos, não necessariamente pelo simples facto de ganhar terreno, mas pela pura rapidez da sua ascensão. Cotado a $4066 a 20 de novembro, o metal amarelo apresenta uma valorização anual de 55%. Adicionalmente, os preços ultrapassaram brevemente os $4300 por onça Troy durante o período de elevada volatilidade de outubro. Sim, aceitamos que estes valores não sejam impressionantes, considerando o mundo dos investimentos que utiliza as ações e criptomoedas como barómetro, mas para um ativo de refúgio tradicional como o ouro, é uma trajetória histórica. Apesar de se ter afastado desta máxima, 2025 foi de facto o melhor ano para o ouro desde 1979, e nem mesmo a queda nas ações globais serviu para abalar o seu desempenho.

Ao considerar o contexto global, o elevado nível de procura pelo ouro é compreensível. A incerteza geopolítica continua a intensificar-se dia para dia, com tensões elevadas na Europa e América Central, enquanto uma guerra comercial crescente com a China ameaça o comércio global. Adicionando a recente paralisação do governo americano (shutdown), crise da dívida soberana e perda de fé nas moedas fiduciárias, temos a receita ideal para um êxodo em direção a ativos mais seguros. Contudo, não são apenas os investidores a comprar o metal precioso. A última corrida ao ouro foi sustentada pelo elevado volume de compras por parte dos bancos centrais, em resposta à débil segurança do dólar norte-americano e a atual imaturidade do Bitcoin como alternativa de reserva de valor. Ao longo deste artigo, iremos analisar estes fatores vitais e outras tendências capazes de influenciar os preços do ouro em 2026 e no futuro.

Reinicialização dura 

A incapacidade de chegar a acordo sobre a legislação fiscal para 2026 provocou a maior paralisação do governo na história dos EUA. Após o término do hiato de 43 dias, a 12 de novembro, as circunstâncias não regressaram subitamente à normalidade. Com a ausência de dados sobre a economia e o mercado de trabalho durante quase seis semanas, o medo e a especulação tomaram as rédeas. Sem surpresas, foi precisamente durante este período que o ouro atingiu a sua máxima histórica superior a $4300. No entanto, no dia 20 de novembro, o Bureau of Labor Statistics (Departamento de Estatísticas do Trabalho) pretende divulgar os primeiros dados concretos sobre o mercado de trabalho desde o início da paralisação, com os números de setembro finalmente prestes a ser publicados. Todavia, os dados do mês de outubro podem nunca chegar a ver a luz do dia.

Entretanto, a publicação de 19 de novembro das atas da última reunião da Reserva Federal, realizada a 28–29 de outubro, revelaram uma divisão profunda e colocaram um enfático ponto de interrogação sobre a possibilidade de testemunharmos novos cortes nas taxas de juro antes do final do ano. As notas revelaram até que alguns governadores mostraram-se bastante relutantes em aprovar a redução de 0,25% em outubro. Obviamente, isto aconteceu durante o período da paralisação. Com o governo novamente a todo o vapor e com a recolha de novos dados, é possível que a Reserva Federal revele uma mudança de sentimento, especialmente se os próximos relatórios do mercado de trabalho e inflação revelarem números positivos. Ainda assim, os swaps de taxas de juro implicam atualmente uma probabilidade de 50/50 para uma redução em dezembro, tendo ponderado uma alteração de um quarto de ponto apenas há duas semanas. Adicionalmente, é bastante provável que a paralisação tenha provocado danos económicos a longo prazo, com o Congressional Budget Office (Gabinete Orçamental do Congresso) a estimar uma retração total do crescimento de 1,5% registado no quarto trimestre. Em qualquer caso, é uma vitória para o ouro, beneficiado pelo pessimismo associado às débeis projeções económicas e, caso a Reserva Federal materialize novas reduções das taxas de juro, o nível de procura também será impulsionado pela chegada dos detentores de dinheiro e obrigações.

Influência central

A grande diferença nesta última ascensão do ouro foi a sua velocidade excecionalmente invulgar. O metal amarelo saltou 100%, de $2000 para mais de $4000 em apenas 18 meses, representando uma valorização quase sem precedentes nos mercados dos metais preciosos. Para além da incerteza e do receio gerais referidos acima, que certamente contribuíram para as subidas pontuais ao longo do percurso, existem mais fatores que sustentaram este ciclo altista e permitiram a conquista de novas máximas, prevenindo em simultâneo correções no mercado. Entre eles, a procura estável a nível institucional, e as compras consistentes de bancos centrais perante um dólar americano instável e com baixa rendibilidade. 

A acumulação por parte dos bancos centrais, particularmente na China, foi a força dominante que sustentou as fortes projeções para o ouro em 2026. Segundo os dados da Discovery Alert, 23 das entidades reguladoras internacionais reforçaram as suas reservas de ouro durante a primeira metade de 2025, representando uma clara e coordenada divergência das composições de reserva tradicionais. Em contraste com os investidores tradicionais, os bancos centrais tendem a acumular durante alguns meses ou anos, comprando frequentemente volumes mais substanciais, exercendo alguma pressão de compra que resulta em correções suaves e reforça os fundos dos preços. Com uma estimativa de 950 toneladas de compras anuais por bancos centrais em 2025, três vezes superior ao volume médio de compra, o ouro conta com um compromisso institucional sustentado que deverá suavizar os movimentos dos preços a curto prazo. Os maiores fundos de investimento também começaram a reconsiderar a sua histórica exposição aos metais de preciosos entre 2–5%, com os ETFs de ouro a demonstrar um aumento de 880% em fluxo de investimento nos dados homólogos, atingindo os $14 mil milhões em setembro de 2025. Com o receio instalado sobre a desvalorização das moedas, sustentabilidade fiscal e poder de compra a longo prazo, é bastante provável que o nível de procura generalizado continue a aumentar no mercado do ouro.

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