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Aviso de Risco: Os CFDs são instrumentos complexos e acarretam um elevado risco de perda rápida de dinheiro devido à alavancagem. 83% das contas dos investidores não profissionais perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador. Deve ter em conta se compreende como funcionam os CFDs e se pode assumir o elevado risco de perder o seu dinheiro. Por favor, clique aqui para ler o nosso Aviso de Risco na íntegra.

79% das contas dos investidores a retalho perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador.

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Gold Finds a Foothold, But Will the Next Leg Be Up or Down?

Ouro encontra suporte, mas o próximo movimento será de alta ou de baixa?

Os metais preciosos, e o ouro em particular, captaram a atenção dos investidores no início deste ano, quando este ativo, tipicamente de crescimento lento, apresentou uma valorização de quase 100% no espaço de apenas um ano. Este tipo de movimento, que já seria bastante impressionante para uma ação de crescimento de alto risco, é algo praticamente inédito para o melhor ativo de reserva de valor e cobertura contra a volatilidade, e a especulação em torno do metal amarelo foi intensa. Sem surpresa, isto acabou por resultar numa correção bastante acentuada assim que os fatores fundamentais que tinham impulsionado o ciclo de alta inicial começaram a dissipar-se e, a 16 de abril, o ouro está cotado nos $4.835,60 por onça troy, representando uma queda de quase 14% face à sua máxima histórica de $5.589,38, conquistada em janeiro. Isto aconteceu após uma queda para valores inferiores a $4.500 no final de março, antes da fase de consolidação num canal lateral durante o mês de abril.

Naturalmente, os fundamentos que justificam o ciclo de alta do ouro são evidentes. A tensão na situação geopolítica nunca foi tão palpável, com conflitos multirregionais a deflagrar na Europa, no Médio Oriente e na América do Sul. Paralelamente, o encerramento do Estreito de Ormuz e o cessar-fogo praticamente inexistente entre os EUA e o Irão provocam uma situação precária para a oferta de petróleo e o sentimento empresarial. Adicionando a estes fatores existentes as aquisições volumosas e contínuas por parte dos bancos centrais, a inflação persistente e a fuga generalizada do dólar norte-americano, o estatuto elevado do ouro é perfeitamente compreensível. No entanto, o que os investidores pretendem saber é como é que estes fatores poderão evoluir no segundo semestre do ano e qual será o seu impacto nas cotações.

Forças macroeconómicas sombrias

Conforme mencionado anteriormente, as cotações do ouro abrandaram nas últimas sessões, apesar das tensões geopolíticas persistentes, o que apenas sublinha a influência das forças macroeconómicas sobre o rumo do mercado. Com o metal amarelo atualmente consolidado em torno da faixa de $4.800 e $4.830, a rendibilidade de múltiplos ativos dos EUA mantém-se acima dos 2%, e os investidores atenuaram as suas expetativas quanto a um alívio de curto prazo por parte da Reserva Federal. Apesar da nomeação do homem de confiança de Trump, Kevin Warsh, os decisores políticos continuam a sinalizar uma postura de "taxas elevadas durante mais tempo" ("higher-for-longer"), alertando para o risco de reacender a inflação. Esta conjuntura mantém a rendibilidade dos títulos do Tesouro norte-americano em alta, com a taxa a 10 anos entre os 4,2% e 4,3%, aumentando efetivamente o custo de oportunidade para manter ativos sem rentabilidade, como é o caso do ouro.

Em simultâneo, o dólar norte-americano mantém-se firme, próximo de máximas de vários meses, sustentado pelos diferenciais de rendibilidade e pela entrada contínua de capital em ativos dos EUA, o que torna o metal precioso mais dispendioso para compradores em regiões que não utilizam a moeda nacional americana. Em conjunto com um cenário de crescimento global resiliente, particularmente nos EUA, onde o crescimento do PIB se manteve até agora superior à tendência, estes fatores impulsionam uma rotação para ações e ativos de rendimento fixo, criando escassez na procura por ativos de refúgio, insuficiente para mitigar as adversidades macroeconómicas. A recente descida na pressão sobre os preços, em direção à meta de 2% estipulada pela Reserva Federal, também reduziu a urgência dos investidores em manterem o ouro como mecanismo de cobertura, especialmente na ausência de cortes iminentes nas taxas de juro. Contudo, o valor do IPC de março, situado nos +3,3%, poderá motivar novas aquisições, caso a atual crise nos preços do petróleo não seja solucionada a curto prazo.

O prémio da incerteza

Embora o cenário económico global se tenha revelado mais favorável para os ativos de risco nos últimos tempos, o ouro continua a encontrar suporte em fatores estruturais e associados ao risco, que ajudam a limitar os movimentos de baixa. As tensões geopolíticas persistentes e a incerteza comercial continuam a consolidar a posição do metal como importante ativo defensivo, mesmo que grande parte desse risco já esteja, nesta fase, refletida nas cotações. No entanto, um suporte ainda mais significativo reside na procura historicamente elevada e contínua por parte dos bancos centrais. Segundo os números oficiais, as aquisições do setor totalizaram cerca de 863 toneladas em 2025, após volumes de compra recorde, superiores a 1.000 toneladas, tanto em 2023 quanto em 2024. Este ritmo sustentado, situado significativamente acima da média a longo prazo de 400 a 500 toneladas anuais, reflete uma mudança estrutural na gestão de reservas. Os principais compradores, como o Banco Nacional da Polónia, que adicionou mais de 100 toneladas no ano passado, e o Banco Popular da China, que tem aumentado de forma consistente as suas reservas para mais de 2.300 toneladas, continuam a diversificar os seus portfólios, reduzindo a exposição a ativos denominados em dólares.

Conforme destacou o Conselho Mundial do Ouro (WGC), "os bancos centrais mantêm-se focados em aumentar a sua resiliência através de alocações em ouro", e este fator ajudou a definir e a reforçar uma base de suporte sólida para as cotações. Em simultâneo, os fluxos de capital dos investidores apresentaram um comportamento menos homogéneo. As posições em ETFs vinculados ao ouro registaram saídas de capital intermitentes nos últimos meses, considerando que a rendibilidade mais elevada reduz a sua atratividade, e esse fator contribuiu para a volatilidade de curto prazo observada recentemente.

Olhando para o futuro, as perspetivas para o ouro dependerão, em grande medida, do momento de implementação da política de flexibilização monetária e da trajetória do dólar. Uma transição no sentido de cortes nas taxas de juro e redução da rendibilidade real poderá promover novas entradas de capital. Pelo contrário, um período prolongado de taxas elevadas poderá manter as cotações num intervalo lateralizado, com a procura dos bancos centrais a atuar como força estabilizadora, em vez de catalisador para uma valorização sustentada. Naturalmente, a tensão geopolítica e os conflitos incessantes permanecem como uma incógnita de enorme peso, e qualquer escalada da tensão no Médio Oriente poderá desencadear um forte ciclo de alta a qualquer momento.

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