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Aviso de Risco: Os CFDs são instrumentos complexos e acarretam um elevado risco de perda rápida de dinheiro devido à alavancagem. 83% das contas dos investidores não profissionais perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador. Deve ter em conta se compreende como funcionam os CFDs e se pode assumir o elevado risco de perder o seu dinheiro. Por favor, clique aqui para ler o nosso Aviso de Risco na íntegra.

79% das contas dos investidores a retalho perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador.

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Gold and Silver Lose Some Lustre Despite Strong Fundamentals

Ouro e prata perdem brilho, apesar de dados fundamentais sólidos

Nada grita incerteza como uma guerra no Médio Oriente e o petróleo acima de 150 dólares por barril. Contudo, de forma bastante contraintuitiva, o ouro, ativo de cobertura por excelência, não conseguiu ganhar impulso para uma nova subida. Após uma subida acentuada no primeiro trimestre de 2026 e novas máximas históricas superiores a $5.300 por onça troy, o ouro entrou em fase de correção prolongada, atualmente (13 de maio) cotado em torno de $4.700, mais de 15% abaixo da sua máxima local. A prata tem um forte vínculo com o ouro e seguiu um padrão semelhante, caindo para $87 após máximas próximas de $120, e a presença de numerosos fatores geopolíticos, tipicamente favoráveis aos metais preciosos, não parece ser suficiente para desencadear uma nova vaga de alta.

Apesar da ameaça de escalada da guerra e da inflação persistentemente acima da meta na Europa e nos EUA, também assistimos a taxas de rendibilidade extremamente elevadas em Obrigações do Tesouro e a uma retórica da Reserva Federal que sugere atrasos no próximo corte das taxas de juro, superiores às expetativas iniciais. Contudo, sob a supervisão da nova escolha de Trump para liderar a Reserva Federal, Kevin Warsh, existe potencial para uma rápida transição para uma política mais dovish, juntamente com a aceleração da aquisição de ouro pelos bancos centrais globais, que poderá facilmente inverter a dinâmica de oferta e procura que impulsiona a atual tendência de queda. Neste artigo, vamos analisar todos os fatores relevantes de influência, enquanto tentamos prever a possível trajetória do ouro na segunda metade deste ano.

Falta de interesse

Como referido anteriormente, o ouro está atualmente cotado num nível bastante inferior ao seu auge de $5.327,65, atingido no início de 2026, período de compras impulsionadas pela geopolítica e pela inflação. E, embora esta procura por ativos de refúgio continue estruturalmente sólida, sem qualquer resolução para o conflito entre os EUA e o Irão, a recente retração destaca o expoente de sensibilidade do ouro perante os movimentos das taxas de rendibilidade das obrigações e as projeções sobre a política monetária, e ambos evoluíram claramente contra este ativo de cobertura. Na sequência de uma subida da inflação para perto de 3% em abril, os investidores têm reduzido cada vez mais as suas expetativas de cortes agressivos nas taxas de juro por parte da Reserva Federal. Esta expetativa foi reforçada por uma série de divulgações de dados económicos resilientes nos EUA, incluindo sinais de resiliência no mercado de trabalho e uma inflação dos serviços que excedeu as projeções. Consequentemente, as taxas de rendibilidade das Obrigações do Tesouro dos EUA a 10 anos mantiveram-se elevadas no intervalo de 4,3% a 4,7%, enquanto a rendibilidade real permanece superior a 2%, aumentando o custo de oportunidade para deter ativos sem rendimento, como o ouro.

O dólar norte-americano também valorizou nas últimas semanas, apoiado pelas referidas rendibilidades relativamente mais elevadas e pela permanência dos fluxos de capital para ativos dos EUA, exercendo mais pressão sobre os metais preciosos, aumentando o seu preço para compradores fora da área do dólar. Embora a inflação global tenha moderado para a faixa de 2% a 3% em várias das principais economias, os responsáveis pela política monetária continuaram a sublinhar a necessidade de aplicar cautela quanto a um plano prematuro de flexibilização, reforçando a narrativa do mercado com taxas de juro “mais altas, durante mais tempo”. Essa combinação de rendibilidade elevada, um dólar mais forte e debilidade das expetativas sobre um célere ciclo de flexibilização monetária, levou alguns investidores a olhar novamente para ativos com rendimento, após a trajetória excecional do ouro no início do ano.

Procura incessante

Apesar da recente correção, vários motores de crescimento de longo prazo continuam a sustentar a perspetiva mais ampla de alta para o ouro. Como observámos, a incerteza geopolítica continua elevada, com o conflito no Médio Oriente, as perturbações nas principais rotas marítimas e preocupações mais amplas com a fragmentação global a sustentarem a procura por ativos de refúgio durante períodos de stress nos mercados, como é o caso. No entanto, é o sólido volume de aquisições por parte dos bancos centrais que permanece como um dos pilares estruturais mais importantes de suporte ao mercado, sendo possível que acabe por assumir um papel de catalisador durante o próximo ciclo de alta. As compras de ouro pelos bancos centrais ultrapassaram as 1.000 toneladas anuais durante dois anos consecutivos, com as autoridades monetárias dos mercados emergentes a redobrarem esforços para diversificar as reservas dos seus países, afastando-as do dólar norte-americano. Entre os maiores compradores, o Banco Popular da China, o Banco Nacional da Polónia, o Banco da Reserva da Índia e o Banco Central da República da Turquia, todos apresentaram aumentos constantes nas suas reservas de ouro ao longo do último ano.

Adicionalmente, embora os fluxos de investimento para ETFs vinculados ao ouro tenham ficado mais voláteis em proporção com a recuperação da rendibilidade das obrigações, a procura física na Ásia manteve-se comparativamente resiliente durante os recentes recuos dos preços, sobretudo na China e na Índia. Olhando para o futuro, os investidores deverão acompanhar de perto os próximos dados de inflação nos EUA, as orientações da Reserva Federal e os movimentos nas taxas de rendibilidade das Obrigações do Tesouro, para determinar se a recente correção representa uma consolidação temporária ou o início de um recuo mais prolongado. Ainda assim, o persistente risco geopolítico, a continuação da diversificação de reservas pelos bancos centrais e as preocupações com a sustentabilidade orçamental de longo prazo nas principais economias deverão certamente proporcionar uma base de suporte significativa aos metais preciosos a médio prazo.

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