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Aviso de Risco: Os CFDs são instrumentos complexos e acarretam um elevado risco de perda rápida de dinheiro devido à alavancagem. 83% das contas dos investidores não profissionais perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador. Deve ter em conta se compreende como funcionam os CFDs e se pode assumir o elevado risco de perder o seu dinheiro. Por favor, clique aqui para ler o nosso Aviso de Risco na íntegra.

79% das contas dos investidores a retalho perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador.

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Oil at Four-Month High on Weak Dollar and Dwindling Inventories

Máxima de Quatro Meses no Petróleo com Debilidade do Dólar e Redução dos Inventários

O petróleo é o sangue da economia global, portanto, qualquer oscilação significativa nos preços deste recurso energético crucial tem impacto sobre múltiplos mercados diferentes. Após um período de aumentos extremos após a pandemia, que exacerbou exponencialmente a inflação, o petróleo bruto (crude) permaneceu cotado no intervalo superior da sua média de dez anos. Atualmente (29 de janeiro), o Brent apresenta um valor de $69,33 por barril, enquanto o crude WTI está disponível por $64,18. Aos níveis apresentados, o petróleo está ao seu preço mais elevado desde setembro de 2025, e os dados fundamentais sugerem uma trajetória ascendente contínua.

Entre a intensificação da incerteza geopolítica, impulsionada pela agressiva política externa dos EUA, queda nos inventários e um crescimento mais brando dos níveis de produção da OPEP+, todos os fatores apontam para subidas adicionais nos preços. No entanto, a possibilidade de recuperação do dólar atualmente débil, acrescida à mediação de conflitos e planos de paz, assim como a reabertura de instalações de produção encerradas, são elementos que podem ajudar a neutralizar os supracitados problemas associados ao lado da oferta. Com este artigo, pretendemos esclarecer estes fatores enquanto exploramos a potencial trajetória do petróleo em 2026.

Hegemonia da oferta

A incessante retórica bélica da administração Trump atingiu novos patamares impensáveis com a remoção contundente do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e com a atual ameaça real de invasão e tomada de posse do território dinamarquês da Gronelândia. Apesar da possível entrada de petróleo da Venezuela e Gronelândia no mercado, o longo período necessário para capitalizar estes ataques, com a larga instabilidade geopolítica provocada, irão provavelmente suprimir quaisquer reduções nos preços associadas ao aumento da oferta. A Exxon Mobil informou Donald Trump que seriam necessários pelo menos 30 anos para que o investimento necessário para refinar o crude venezuelano começasse a dar frutos. Também é importante salientar que a Gronelândia passou 50 anos a tentar viabilizar a sua própria produção de petróleo, sem sucesso.

Isto surge enquanto as tensões entre o Irão, país rico em petróleo, os EUA e Israel continuam a deteriorar-se, exacerbando o receio de escassez. Como se não bastasse, a EIA dos Estados Unidos revelou na quarta-feira (28 de janeiro) que as reservas nacionais de petróleo bruto sofreram uma redução de 2,3 milhões de barris para um total de 423,8 milhões, na semana que terminou a 23 de janeiro. Os dados foram particularmente surpreendentes, considerando as projeções dos analistas da Reuters, que antecipavam um aumento de 1,8 milhões de barris, e pela presença de dados relativos ao fornecimento total de produtos que demonstraram uma subida do nível de procura nos EUA para 20,3 milhões de barris por dia durante as últimas quatro semanas. Embora seja um problema de relativamente curto prazo, na ausência de reabastecimento das reservas, os impactos podem assumir outras dimensões, caso os preços continuem a aumentar por força de outros fatores.

A responsabilidade do dólar americano

Um dos fatores subvalorizados na recente ascensão dos preços do petróleo é o papel do dólar americano. O "greenback" está próximo de mínimas de quatro anos contra uma variedade de outras moedas principais no Dollar Index (DXY). Isto reduz o valor de matérias-primas denominadas em dólares, como o petróleo, para detentores de outras moedas, embora seja nominalmente mais caro. Por outras palavras, a debilidade do dólar impulsionou as subidas que testemunhámos no mercado do petróleo e, de facto, o "ouro negro" está atualmente mais barato em euros, comparativamente ao valor registado há seis meses. Contudo, a Reserva Federal dos EUA tomou finalmente medidas para suportar o dólar norte-americano, mantendo as taxas de juro estáveis entre os 3,5% e 3,75%, após a sua reunião a 28 de janeiro. Como resultado, esta estratégia deverá mitigar qualquer desvalorização adicional e desacelerar as subidas nos preços do crude, apresentadas nos últimos meses.

Inversamente, ao acrescentar um fator que pode exercer maior pressão sobre o lado da oferta, espera-se que a OPEC+ reafirme a manutenção da pausa no aumento da produção durante o primeiro trimestre, na sua próxima reunião, a 1 de fevereiro. É importante salientar que os anteriores aumentos de produção foram implementados apenas para reverter os cortes definidos desde 2023, sem representar uma nova produção superior aos níveis de referência pré-pandemia. Na semana passada, o CEO da Saudi Aramco, Amin Nasser, desmistificou o receio de que os aumentos de produção da OPEC levariam a um excesso de oferta, mencionando o saudável e crescente nível de procura, e as reservas globais significativamente abaixo das suas médias de cinco anos. Não obstante, a potencial reentrada de petróleo venezuelano e iraniano no mercado, a par da esperada retoma da produção no campo petrolífero de Tengiz, no Cazaquistão, já na próxima semana, poderá contribuir para aliviar a pressão sobre os preços do petróleo, efeito que poderá ser amplificado caso o dólar consiga também estabilizar.

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