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Aviso de Risco: Os CFDs são instrumentos complexos e acarretam um elevado risco de perda rápida de dinheiro devido à alavancagem. 83% das contas dos investidores não profissionais perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador. Deve ter em conta se compreende como funcionam os CFDs e se pode assumir o elevado risco de perder o seu dinheiro. Por favor, clique aqui para ler o nosso Aviso de Risco na íntegra.

79% das contas dos investidores a retalho perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador.

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US Stocks Stabilise Post-Shutdown as Santa's Sleigh Prepares for Take-Off

As ações americanas estabilizam após o fim da paralisação do governo, enquanto a carruagem do Pai Natal se prepara para descolar

Após um período de extrema incerteza no mercado de ações norte-americano e na totalidade da sua economia, a maré parece virar com o regresso ao trabalho de 600.000 funcionários públicos em layoff, e os primeiros sinais do que parece um saudável "Rally de Natal". Só na semana passada, os principais índices dos EUA, S&P 500 e Nasdaq 100, subiram em média 2,5% e, em 3 de dezembro, estavam em $6.824,15 e $25.445,48, respetivamente. Estes valores estão próximos de atingir as recentes máximas históricas de outubro. Os fatores positivos são abundantes e os analistas têm sido surpreendidos por uma série de relatórios cruciais de resultados financeiros, bem como por algumas publicações com dados macroeconómicos sólidos. 

Será que estas valorizações imediatas poderão converter-se em crescimento a longo prazo? Isso dependerá largamente da política económica e monetária, que será orientada pela inflação e pela saúde do mercado de trabalho. A Reserva Federal reteve a sua abordagem de "esperar para ver" antes de implementar novos cortes nas taxas de juro e iniciar um novo estímulo quantitativo. Contudo, estaremos próximos do "momento da verdade"? Neste artigo, abordamos estes fatores e tentamos determinar o possível rumo das ações em 2026.

O Pai Natal está a chegar

Apesar do excesso de pessimismo gerado pela paralisação recorde de 43 dias do governo dos EUA ("shutdown"), os dados desta primeira semana de dezembro sugerem que o impacto não foi tão devastador quanto temido inicialmente, salvaguardando a possibilidade de testermunharmos o antecipado "Rally de Natal". Como mencionado anteriormente, S&P 500 e Nasdaq100 continuam a apresentar valorizações modestas semana após semana, tendo ultrapassado recentemente os níveis registados no início de novembro. Adicionalmente, a maioria das demonstrações iniciais de resultados financeiros superaram significativamente as expetativas, embora as projeções fossem demasiado pessimistas.

No sector de consumo acessível, a Dollar Tree superou facilmente os objetivos de lucro estabelecidos por Wall Street, e a empresa reviu positivamente a sua projeção de lucro por ação para o ano fiscal completo. Entretanto, a cotação das ações da fabricante de chips Marvell Technologies subiu 8,7%, após divulgar um aumento nas receitas do terceiro trimestre, impulsionado pela forte procura dos seus produtos para centros de dados, e pela sua aquisição pendente da Celestial AI. No entanto, foi a Salesforce que surpreendeu totalmente os analistas, com um crescimento homólogo de 17% e um EPS (Lucro por Ação) de $2,91, valor bastante superior aos $2,41 previstos. Estes dados revelam um desempenho sólido em ambos os extremos da economia norte-americana, indicando, certamente, um bom presságio para as bolsas de valores dos EUA à entrada de 2026. Considerando que os preços das ações costumam ser um indicador de referência, é provável que esta mudança de expetativas seja antecipadamente refletida nos preços. Obviamente, ainda aguardamos pela divulgação de relatórios importantes, incluindo os números das Mag 7 (sete grandes empresas de tecnologia), mas os dados preliminares sugerem um quarto trimestre mais forte do que o esperado para o capital norte-americano.

Dados quentes

Dizemos que nenhuma notícia é melhor que receber más notícias, mas isso nem sempre se verifica no que toca a dados macroeconómicos. Tipicamente, os investidores receiam o pior e tendem a ficar nervosos, especialmente na época de demonstração de resultados anuais. Após o final do "shutdown", os dados económicos começam finalmente a chegar, mas infelizmente não são tão positivos quanto alguns esperavam. O Índice de Gestores de Compras (PMI) do sector da produção industrial dos EUA ficou abaixo das expetativas, situando-se nos 48,2 em novembro e demonstrando que o sector permanece em contração. Este é já o nono mês consecutivo de contração do sector industrial. Entretanto, o Índice de Volatilidade (VIX), também conhecido como "índice do medo", subiu 5,44% para 17,24.

Contudo, os números estão longe de ser totalmente sombrios, considerando que os primeiros dados centrados no consumo parecem sugerir que o impacto da paralisação governamental poderá não ter sido tão negativo quanto receado inicialmente. O crescimento dos salários demonstrou resiliência, mesmo no contexto de um índice de contratação mais moderado. Colocando de lado o potencial risco associado à inflação, um mercado de trabalho estável com um crescimento salarial moderado daria à Reserva Federal um motivo sólido para suavizar a sua política monetária. Afinal de contas, a entidade reguladora sugeriu anteriormente que um corte adicional das taxas de juro poderia ocorrer em 2025, e já manifestou apetite para um novo estímulo quantitativo em reuniões recentes. Consequentemente, a ferramenta FedWatch da CME apresenta uma probabilidade próxima a 90% para um corte das taxas de juro em dezembro. Uma nova redução dos juros resultaria, naturalmente, num impulso bem-vindo às ações, num mês já tradicionalmente positivo. No entanto, muito dependerá de indicadores cruciais como o Índice de Preços no Consumidor (CPI) e os dados de emprego não agrícola (non-farm payrolls), que poderão forçar a Reserva Federal a travar a sua política monetária dovish.

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