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Aviso de Risco: Os CFDs são instrumentos complexos e acarretam um elevado risco de perda rápida de dinheiro devido à alavancagem. 83% das contas dos investidores não profissionais perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador. Deve ter em conta se compreende como funcionam os CFDs e se pode assumir o elevado risco de perder o seu dinheiro. Por favor, clique aqui para ler o nosso Aviso de Risco na íntegra.

79% das contas dos investidores a retalho perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador.

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Ações chinesas traçam rota para as estrelas (e para o STAR)

Como parte de um mundo centrado nos Estados Unidos da América, é fácil esquecer que a segunda maior economia mundial possui o seu próprio mercado de valores mobiliários, bastante desenvolvido. A ausência de correlação com as ações dos EUA e Europa é bastante conveniente para os investidores ocidentais. Apesar do seu modelo económico centralizado, com intervenções ativas, as ações da China continuam a ser um excelente ativo de diversificação para qualquer portfólio de investimentos. O índice China A50, que acompanha as maiores 50 grandes empresas do país, apresentou uma valorização de 9,3% ao longo dos últimos 12 meses, o que significa que o seu desempenho foi tão positivo quanto o índice "mais lucrativo" dos EUA durante o mesmo período — estamos, obviamente, a falar do Nasdaq 100.

Com uma clara mudança em termos de política governamental ao longo do último ano, o gigantesco setor da tecnologia chinesa explodiu, criando oportunidades mais emocionantes, em comparação com as ações norte-americanas. As cotações da Alibaba e da Tencent aumentaram cerca de 32,8% e 19,8% desde o início do ano, em contraste com as respetivas desvalorizações de 19,4% e 8,7% da Apple e da Alphabet. Entretanto, a posição firme de Xi Jinping contra a absurdez tarifária de Donald Trump em abril, cimentou a China como um verdadeiro opontente económico dos EUA. Mas o que significa tudo isso para as ações chinesas, e de que forma estes fatores irão moldar os restantes meses do ano e o futuro?

Meter ordem na casa

Após a implementação intensa de novos regulamentos e leis antimonopólio pouco antes e durante a pandemia de COVID, aumentou o receio sobre a dificuldade de recuperação do setor tecnológico chinês. No entanto, recuperação foi exatamente o que tivemos, por força da mudança consciente da política interna do governo chinês. Começou no último trimestre de 2024, quando o governo anunciou um estímulo líquido de 800 mil milhões de yuans para o mercado de ações, com um mecanismo de swap de 500 mil milhões de yuans para corretoras e fundos, e um programa de refinanciamento de 300 mil milhões de yuans para empresas e acionistas com o intuito de recomprar ações. No dia 5 de março de 2025, o Congresso Nacional da República Popular da China criou um pacote de estímulos mais específico para os setores da IA e tecnologia, incluindo o aumento dos investimentos em obrigações soberanas com um total superior a $1,5 biliões.

Estas medidas permitiram que a unidade de investimentos do fundo soberano da China comprasse ações diretamente, enquanto o banco central implementava ferramentas de swap e refinanciamento para fornecer liquidez ao mercado. Atualmente, a última reforma de Pequim para permitir às empresas cotadas em Hong Kong a entrada em bolsas de valores secundárias em Shenzhen, pode significar o regresso a casa das empresas tecnológicas mais valiosas, incluindo o Alibaba Group Holding e Tencent. O panorama regulamentar para startups também apresenta mudanças positivas. No fórum anual de Lujiazui em Xangai, realizado na quarta-feira, o presidente da Comissão de Regulação dos Valores Mobiliários da China (CSRC), Wu Qing, afirmou que as cotações seriam retomadas para empresas em fase inicial na bolsa de Xangai, para permitir o trading no famoso mercado Star. Esta mudança de política parece estar a conquistar a confiança dos investidores estrangeiros, considerando os recordes registados em termos de investimentos em ETFs cotados nos EUA que acompanham as ações chinesas, com um total de $401,7 milhões em maio, após alguns meses de perdas líquidas.

O novato

Se o mais recente impasse comercial sino-americano nos ensinou algo, é que a China deixou de ser submissa e está pronta para competir com os EUA pela hegemonia mundial. Ao contrário do primeiro mandato de Trump, Xi nem pestanejou e levou os EUA a infligir danos económicos significativos ao seu próprio setor tecnológico de elite, para deleite das congéneres chinesas Tencent e Alibaba. Surpreendentemente, até forçou Washington a iniciar os processos de negociação. Esta alteração no equilíbrio de poder global não escapou à atenção dos investidores. Num relatório publicado a 17 de junho, a HSBC Asset Management destacou que a relativa resiliência das ações chinesas foi em grande medida influenciada pelo "declínio da excecionalidade norte-americana".

Adicionalmente, em contraste com as ações de tecnologia dos EUA, que permanecem caras mesmo após a correção decorrente da guerra comercial, as grandes empresas chinesas de IA e tecnologia - Alibaba, Tencent e JD.com - apresentam avaliações atrativas, com multiplicadores de lucro/preço (P/E) bastante razoáveis de 15, 21 e 8, respetivamente. Apesar das medidas para atrair empresas de grande capitalização de volta ao território da China continental através das novas bolsas tecnológicas de Xangai e Shenzhen, estas cotações destinam-se a desempenhar um papel secundário. Torna-se claro que o Hang Seng de Hong Kong manterá o seu papel crucial como interface financeira entre ocidente e oriente, acompanhando a crescente influência global da China. No último mês, a Oferta Pública Inicial (OPI) da Contemporary Amperex, gigante de baterias cotada na principal bolsa de valor da China - que angariou HK$35,7 mil milhões e encerrou a sessão com uma alta de quase 17% no primeiro dia de trading - foi prova clara desta tendência emergente. Desde o início do ano até maio, já entraram US$80 mil milhões em Hong Kong provenientes da China continental, e as projeções para o ano indicam um total de US$180 mil milhões - um montante equivalente a metade do capital estrangeiro que entrou nas bolsas de valores dos EUA em 2024.

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