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Aviso de Risco: Os CFDs são instrumentos complexos e acarretam um elevado risco de perda rápida de dinheiro devido à alavancagem. 83% das contas dos investidores não profissionais perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador. Deve ter em conta se compreende como funcionam os CFDs e se pode assumir o elevado risco de perder o seu dinheiro. Por favor, clique aqui para ler o nosso Aviso de Risco na íntegra.

79% das contas dos investidores a retalho perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador.

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Alteração dos Preços do Petróleo no Centro das Tensões Geopolíticas

O petróleo é a força vital do comércio e da indústria internacional, e qualquer perturbação nas suas cadeias de abastecimento pode surtir um impacto profundo sobre o panorama económico. Após a escalada das tensões geopolíticas na Europa e as subsequentes sanções impostas sobre a Rússia em 2022, a União Europeia e o Reino Unido enfrentaram um período de escassez nos seus inventários de petróleo bruto, que resultou no aumento do seu preço para mais de $100 por barril durante quase quatro meses. Atualmente, perante a instabilidade instalada no Médio Oriente desde 7 de outubro de 2023, a infraestrutura de fornecimento do petróleo permanece sob constante ameaça, considerando que as partes envolvidas continuam a colocar os seus alvos sobre as principais instalações de produção e rotas comerciais. Desde então, o Brent permaneceu cotado numa faixa larga de preços, desde uma mínima de $61,41 a uma máxima de $93,04 por barril. No mês passado, a animosidade entre as duas potências regionais, Irão e Israel, atingiu um nível desmedido, colocando um travão nas negociações e despoletando um novo conflito intenso entre as duas nações. Perante as novas circunstâncias, o preço de referência do petróleo aumentou quase 25% no espaço de apenas três semanas.

O Brent permaneceu confinado entre os $69.05 e $66,34 por barril desde 25 de junho, perante a dissipação das preocupações associadas às interrupções de abastecimento na região produtora do Médio Oriente, devido a um bem-vindo cessar-fogo entre o Irão e Israel. Contudo, a acumulação preventiva de reservas de petróleo por parte das principais economias como os EUA, China e União Europeia, pode representar um ponto de risco para a queda dos preços abaixo do seu principal nível de resistência de $60,00. Podemos adicionar a produção excessiva não oficial de países como o Cazaquistão e a Arábia Saudita, e a provável intensificação da produção por parte dos membros da OPEP+, que irão provavelmente reforçar os sinais bearish.

Sobrecompensação em período de incerteza

Após o começo de uma verdadeira guerra entre Israel e o Irão a 13 de junho, Teerão declarou a sua intenção de encerrar o Estreito de Ormuz, uma rota essencial para o transporte de petróleo. Entretanto, as instalações de extração de petróleo e refinarias no Irão, Israel e outras partes da região, tornaram-se alvos preciosos para as forças militares de ambos os beligerantes. Apanhadas pelos céleres aumentos gerais nos preços do petróleo durante o verão de 2022 e, embora com menos impacto, na primavera do ano passado, as principais economias mundiais começaram a reforçar as suas reservas de petróleo para evitar a escassez e atenuar os efeitos dos preços temporariamente excessivos, justificados pela escalada das tensões na essencial região produtora do Médio Oriente. Por exemplo, as importações chinesas de petróleo iraniano aumentaram significativamente em junho, resultado da aceleração no transporte do "ouro negro" antes da intensificação do conflito e o aumento do nível de procura por parte das refinarias independentes. Segundo os dados da empresa de seguimento de embarcações Vortexa, a China adquiriu mais de 1,8 milhões de barris de petróleo iraniano por dia entre 1 a 20 de junho, registando um novo recorde segundo as estatísticas da empresa.

Entretanto, os dados do American Petroleum Institute (Instituto Americano do Petróleo), demonstraram na terça-feira, 1 de julho, que os inventários de petróleo norte-americanos aumentaram em 680.000 de barris na semana que antecedeu esta data. Isto, num período em que é tipicamente registada uma queda nas reservas, devido ao aumento de veículos na estrada durante o verão. Com o final da guerra de 12 dias no horizonte, após o cessar-fogo mediado por Donald Trump, começamos a observar uma reversão nesta tendência. De facto, os dados da EIA dos EUA apresentados a 25 de junho, demonstraram uma queda nas reservas de petróleo bruto e combustível, com o aumento do nível de procura e atividade nas refinarias. Isto sugere que os preços podem permanecer relativamente estáveis, desde que se mantenha o equilíbrio entre os níveis de oferta e procura. Essa proeza, no entanto, dependerá bastante das ações da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP+) e da saúde geral das duas maiores economias do mundo.

A abrir as torneiras

Enquanto nos aproximamos da reunião da OPEP+ a 6 de julho, os investidores aguardam com ansiedade para descobrir os novos níveis de produção planeados para agosto. Segundo os analistas da ING, é altamente provável que o cartel continue a acelerar a produção para remover inteiramente o corte de 2,2 milhões de barris por dia (bpd) anunciado em 2022. No seu relatório, sugerem que "o aumento da oferta em maior escala pode deixar o mercado de petróleo a um nível satisfatório de abastecimento para os restantes meses do ano. Está previsto um enorme excedente para o quarto trimestre deste ano". As projeções indicam que o aumento final deverá rondar os 411.000 bpd. É um nível significativo, considerando o eterno risco associado à implementação das tarifas de Donald Trump antes deste mês, na ausência de acordos comerciais sólidos em vista.

Além disso, os membros obstinados da OPEP+, como o Cazaquistão, continuam a acelerar os seus níveis de produção, embora de forma não oficial. Segundo as estatísticas apresentadas pela Reuters, a produção de petróleo bruto na Ásia central aumentou em 7,5% durante o mês de junho, atingindo os 1,88 milhões de barris por dia, e igualando a máxima histórica definida pelo Cazaquistão em março. Isso significa que o Cazaquistão produz significativamente acima da sua quota oficial de 1,5 milhões de barris por dia, estabelecida pela OPEP+, confirmando o seu incumprimento durante vários meses. Fornecendo uma visão geral sobre a situação, a analista sénior de mercado da Phillip Nova, Priyanka Sachdeva, afirmou que "Os movimentos atuais no preço do petróleo foram impulsionados pela dinâmica entre o possível aumento na oferta da OPEP+, os sinais confusos nos inventários dos EUA, incerteza geopolítica e ambiguidade na política macroeconómica". Na ausência da inflação virtual da guerra após o cessar-fogo entre Israel e o Irão, o único fator exógeno a exercer pressão positiva sobre os preços do petróleo é a debilidade do dólar americano. Seria necessário observarmos um aumento extremamente acentuado no nível de procura para ponderarmos uma possível ascensão acima dos $70 na cotação do crude.

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