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Aviso de Risco: Os CFDs são instrumentos complexos e acarretam um elevado risco de perda rápida de dinheiro devido à alavancagem. 83% das contas dos investidores não profissionais perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador. Deve ter em conta se compreende como funcionam os CFDs e se pode assumir o elevado risco de perder o seu dinheiro. Por favor, clique aqui para ler o nosso Aviso de Risco na íntegra.

79% das contas dos investidores a retalho perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador.

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Is Oil Overdone Amid Stiffer Sanctions and Latest Production Push?

O petróleo está sobrevalorizado perante o aperto de sanções e a nova pressão sobre a produção?

Com a descida das temperaturas e o aquecimento, ou a falta dele, a tornar-se uma prioridade premente para imensos cidadãos no Hemisfério Norte, não é surpreendente que o mercado dos combustíveis esteja a despertar o interesse dos investidores. Após ter atingido preços excecionalmente elevados, superiores a $100 por barril, o petróleo apresenta uma tendência de queda constante há já três anos. De facto, apenas no último ano, o Brent caiu de um preço médio de cerca de $85 por barril em janeiro de 2025 para uns meros $64,387 a 30 de outubro. 

Historicamente, este valor encontra-se bastante próximo da média de dez anos, e poderíamos alegar que se trata de uma correção natural após os preços vertiginosos do verão de 2022. No entanto, o mundo continua estado de turbulência geopolítica, e os valores de outros ativos reais foram brutalmente inflacionados ao longo mesmo período.

Como é habitual no mercado do petróleo, existem fatores artificiais que desempenham um papel significativo. Em primeiro lugar, temos o cartel da OPEP+ a aumentar progressivamente os seus níveis de produção para manter os preços do petróleo em níveis mais baixos. Depois, temos a pressão de baixa sobre o crude Urals resultante do limite de preço internacional e do crescente aperto de sanções económicas contra a Rússia (o seu país produtor). Contudo, as forças naturais do mercado e as projeções de procura imprevisíveis mantêm os "market makers" em suspense. Neste artigo, analisaremos estes fatores e mais, enquanto tentamos antever os movimentos do petróleo até 2026.

Em alta ou em baixa?

Na sequência dos cortes profundos efetuados durante a pandemia, a OPEP+ aumentou gradualmente o seu ritmo para repor a produção perdida sem destabilizar o mercado. Desde abril de 2025, o cartel aumentou a sua meta em mais de 2,7 milhões de barris por dia. No entanto, este valor representa apenas cerca de metade dos cortes acumulados de 5,85 milhões de barris por dia acordados entre os membros em anos anteriores. Não obstante, a capacidade adicional acabou por gerar o que parece ser um excedente severo de petróleo, com previsão para se manter até ao final de 2026, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). Os membros da OPEP+ reúnem-se a 2 de novembro para acordar a quota de produção para dezembro, e a Reuters prevê um acordo que inclua um aumento modesto de 137.000 barris por dia. O único estado-membro verdadeiramente capaz de aumentar a produção é a Arábia Saudita, atualmente sob pressões opostas da Rússia e dos EUA. Moscovo pretende uma paragem, ou mesmo uma inversão dos aumentos, para impulsionar a sua rentabilidade comercial, enquanto Washington pressiona no sentido de uma aceleração ainda mais agressiva. Considerando que os sauditas procuram ativamente fortalecer laços estratégicos com os EUA, é sensato antecipar que os aumentos na produção mantenham, no mínimo, o mesmo ritmo. Tal medida está perfeitamente alinhada com a estratégia da OPEP para manter os preços baixos do petróleo e, deste modo, retirar o poder competitivo da indústria de petróleo de xisto dos EUA.

Entretanto, prevê-se que as principais petrolíferas mundiais acelerem os seus próprios planos de produção, apesar dos preços débeis do crude e do aumento dos abastecimentos da OPEP e dos seus aliados. Os analistas da Bloomberg anteveem que a Exxon Mobil Corp., Chevron Corp., Shell Plc, BP Plc e TotalEnergies SE aumentem a sua produção em 3,9% este ano e 4,7% em 2026. Estes aumentos, que incluem tanto novos projetos como aquisições, visam capitalizar os aumentos projetados para o preço do petróleo na segunda metade do próximo ano.

Regras flexíveis 

Trump voltou a gerar manchetes esta semana, não com tarifas, mas sim com sanções, e com o primeiro pacote imposto à Rússia desde que assumiu o cargo. Através desta nova medida, os EUA poderão pressionar as subsidiárias da Rosneft e da Lukoil no estrangeiro e diluir o interesse de parceiros internacionais. As duas empresas representam metade dos 9,2 milhões de barris por dia produzidos pela Rússia este ano e 47% das exportações marítimas de crude do país, que ascendem a 3,5 milhões de barris por dia. São também cruciais para a produção de Moscovo, com a Rosneft a exportar cerca de 900.000 barris por dia de crude diretamente para a China através dos seus oleodutos. Na sequência do anúncio, vários compradores de peso na Índia e na China suspenderam as suas compras para evitar retaliações norte-americanas, e a Indian Oil, entidade estatal, solicitou propostas para 24 milhões de barris de petróleo produzido nos EUA para o primeiro trimestre de 2026.

Apesar do golpe significativo das sanções, que deverão eliminar pelo menos 1,5 milhões de barris por dia em mercados obedientes, prevê-se alguma estabilidade na infraestrutura de produção russa, pelo menos a curto prazo. Provavelmente, o petróleo sancionado será acumulado em navios marítimos antes de ser absorvido por refinarias chinesas de menor dimensão, ou por outros compradores dispostos a utilizar os chamados petroleiros da "frota fantasma" para transportar secretamente o crude até às suas instalações. Este fenómeno é um sintoma da ampla fratura no mercado global do petróleo, que resultará na redução da eficiência e no aumento dos custos logísticos e de transporte, contribuindo para a ascensão do preço do petróleo. Adicionalmente, as projeções indicam que o auge da procura de petróleo continua a ser adiado, com as últimas estimativas a colocá-lo após 2030 e a OPEP a projetar um aumento da procura até 2050. Como sempre, a chave para o movimento dos preços será o equilíbrio entre a oferta e a procura. Enquanto o apetite pelo petróleo permanecer forte, os preços poderão continuar a subir, mesmo que a oferta continue a crescer em simultâneo.

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