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Aviso de Risco: Os CFDs são instrumentos complexos e acarretam um elevado risco de perda rápida de dinheiro devido à alavancagem. 83% das contas dos investidores não profissionais perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador. Deve ter em conta se compreende como funcionam os CFDs e se pode assumir o elevado risco de perder o seu dinheiro. Por favor, clique aqui para ler o nosso Aviso de Risco na íntegra.

79% das contas dos investidores a retalho perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador.

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Will the Bitcoin Sell-Off Stretch On After $45B ln Whale Dump?

Será que a venda massiva de Bitcoin irá prolongar-se após a descarga de $45 mil milhões por parte das "baleias"?

Qualquer pessoa que acompanhe o mercado de criptomoedas, mesmo que superficialmente, terá certamente notado que o Bitcoin apresenta uma subida aparentemente imparável há quase três anos. Desde uma mínima localizada de $16.529 a 31 de dezembro de 2022, a criptomoeda original subiu mais de 600% para atingir uma máxima histórica acima de $124.000 no início de outubro de 2025. Pelo caminho, geraram-se imensas fortunas, mas, como em todos os ciclos de alta (bullish), o mercado acabou por sofrer uma correção significativa. Após uma breve recuperação de uma correção semelhante, ainda que menos acentuada, em agosto, o BTC sofreu agora uma queda de quase 20% no espaço de apenas um mês. A diferença é que, desta vez, a barreira psicológica crucial dos $100.000 foi quebrada, ainda que por breves momentos. O receio atualmente instalado entre imensos investidores é que este seja apenas o prelúdio de um longo "inverno cripto", à semelhança do que ocorreu entre 2021 e 2022. 

O recente movimento de venda foi impulsionado pelas chamadas "baleias" (whales) - carteiras que detêm mais de 100 BTC - e estima-se que estes grandes investidores tenham vendido cerca de 400.000 BTC, correspondendo a um valor total de $45 mil milhões. Fatores conjunturais, como a paralisação do governo norte-americano e o agudizar da guerra comercial com a China, serviram, sem dúvida, para exacerbar o sentimento negativo e intensificar a pressão de venda. Naturalmente, a realização de mais-valias por parte de investidores de longo prazo é um comportamento perfeitamente natural, sobretudo num contexto de valorizações tão expressivos ao longo de vários anos. A questão que se coloca agora é: como irão estes fatores evoluir e qual será o seu provável impacto sobre a cotação do Bitcoin daqui em diante?

A Muralha das "Baleias"

Como já referido, o mês de outubro, tipicamente lucrativo e apelidado de "Uptober" pela sua tendência histórica de valorizações, ficou este ano marcado por uma correção expressiva. A quebra de cerca de 20% durante o último mês foi, em grande parte, provocada por uma vaga de vendas entre os grandes investidores de Bitcoin, no total de $45 mil milhões, segundo as estimativas mais recentes. Antes de mais, é importante salientar que muitas destas "baleias" são empresas, com a necessidade de apresentar lucros reais em relatórios trimestrais e anuais. Com esse objetivo em mente, vendas ocasionais são praticamente obrigatórias. Uma nova máxima histórica tão perto do final do ano representaria, certamente, uma oportunidade de venda aliciante para fundos cujo preço médio de aquisição por BTC é significativamente inferior a $120.000.

Dito isto, surgiram alguns motivos de preocupação para os investidores, sobre uma potencial e devastadora vaga de vendas liderada por mineradores, quando a Marathon Holdings, uma empresa de mineração com elevada rentabilidade, moveu 2.348 BTC (avaliados em $236 milhões) para várias bolsas, apenas um mês após ter adquirido uma quantia semelhante. Vetle Lunde, Diretor de Investigação na K33, salientou que "mais de 319.000 Bitcoin foram reativados no último mês, maioritariamente moedas detidas entre seis a doze meses, sugerindo uma retirada de lucros significativa desde meados de julho". Contudo, segundo dados da CoinGlass, entre 4 e 5 de novembro, foram liquidadas posições no valor de $2 mil milhões, um número modesto em contraste com os $19 mil milhões em liquidações forçadas, observadas durante a grande correção do mês passado. O número total de contratos abertos em futuros de Bitcoin continua inferior ao habitual, e os investidores no mercado de opções têm apostado na queda do BTC através da compra de opções de venda com um alvo no nível dos $80.000. Independentemente da nossa preferência, aparentemente, será necessário adotar uma postura de "esperar para ver" até que seja claro se o pior já passou, ou se ainda existe margem para quedas adicionais.

Essencialmente falando

Passando da análise imediata para o enquadramento macroeconómico a longo prazo, o cenário afigura-se cada vez mais favorável para ativos de risco como as criptomoedas. Após dois cortes aplicados sobre as taxas de juro, a Reserva Federal norte-americana anunciou na semana passada (29 de outubro) uma nova redução de 25 pontos base. Adicionalmente, a inflação permanece consistentemente inferior à média de longo prazo de 3,28%, embora acima da meta de 2% estabelecida pela Reserva Federal. Contudo, o atual cenário não deverá ameaçar a política monetária expansionista (dovish) declarada pela entidade reguladora. Surpreendentemente, a tentativa falhada do Bitcoin para recuperar as suas perdas ocorreu antes da reunião da Reserva Federal, após a qual voltou a cair para o seu nível atual de $102.021. É possível que os mercados antecipassem um corte de 50 pontos base ou, pelo menos, uma retórica mais encorajadora por parte de Jerome Powell, presidente da Reserva Federal, sobre a possibilidade de mais estímulos monetários antes do final do ano. No entanto, os problemas que citou, incluindo a paralisação governamental e o reacender das tensões comerciais com a China, são certamente preocupantes.

Na verdade, é provável que tenham sido as preocupações dos investidores com estes fatores que transformaram uma correção normal de cerca de 10%, motivada pela realização de lucros, numa queda mais profunda de 20%. De particular importância para o setor cripto, e especialmente para os mineradores, foi a expansão dos controlos de exportação de terras raras por parte da China, que resultou na proibição de cinco novos elementos. Após Pequim ter concordado, a 30 de outubro, em suspender estas medidas durante um ano, é provável que assistamos a uma estabilização do sentimento pessimista (bearish), permitindo que as vantagens garantidas por taxas de juro mais baixas e preços mais atrativos cativem novos compradores. É ainda importante destacar que uma venda de $45 mil milhões não tem um impacto tão devastador como pode parecer à primeira vista, considerando que a capitalização de mercado do Bitcoin ultrapassa 1 bilião de dólares. Sem perdas significativas registadas a 5 de novembro, é bem possível que o pior já tenha passado. 

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