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Aviso de Risco: Os CFDs são instrumentos complexos e acarretam um elevado risco de perda rápida de dinheiro devido à alavancagem. 83% das contas dos investidores não profissionais perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador. Deve ter em conta se compreende como funcionam os CFDs e se pode assumir o elevado risco de perder o seu dinheiro. Por favor, clique aqui para ler o nosso Aviso de Risco na íntegra.

79% das contas dos investidores a retalho perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador.

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Double Trouble for Oil as Bull Run Roars On

Problemas Redobrados para o Petróleo com Força Contínua do Ciclo Bullish

Se o mercado do petróleo já parecia volátil no início deste ano, as últimas duas semanas fizeram com que esse período parecesse apenas mais um dia normal. Após o memorando de entendimento (MoU) entre Washington e Teerão ter prometido uma reabertura tranquila do Estreito de Ormuz e levado temporariamente o Brent para a faixa inferior dos $70, o conflito reacendeu-se com intensidade, arrastando consigo o preço do petróleo. O Brent subiu 7,9% durante uma única sessão, na quarta-feira (29 de julho), para encerrar o dia nos $90,74, após Trump ter prometido atingir duramente o Irão na sequência de um ataque com mísseis balísticos contra forças dos EUA. Hoje (30 de julho), o Brent está cotado a $89,43, representando uma subida superior a 18% apenas no último mês. No entanto, o petróleo ultrapassou os $100 por barril pela primeira vez desde maio, na semana passada (23 de julho), após os ataques de rebeldes houthis do Iémen a navios sauditas no Mar Vermelho, ameaçando cortar mais uma rota crucial para as exportações de petróleo, já fortemente reduzidas pelo encerramento praticamente completo do Estreito. O que começou como uma crise num único ponto de estrangulamento em fevereiro evoluiu para algo consideravelmente mais perigoso, e o mercado está apenas a começar a refletir as suas implicações nos preços.

Em termos gerais, a situação é impulsionada por dois conjuntos de forças que se reforçam mutuamente de forma preocupante. A primeira é a fragilidade do cessar-fogo, repetidamente violado. A segunda são os danos estruturais na oferta e na procura que o conflito já infligiu aos mercados globais de energia. Nenhuma das situações será resolvida rapidamente, e ambas têm implicações significativas para a evolução dos preços do petróleo daqui em diante.

Cessar-fogo apenas no nome

O MoU de junho deveria ter sido um ponto de viragem, mas, infelizmente, tornou-se um exemplo claro da distância entre os documentos diplomáticos e a realidade. Enquanto o cessar-fogo se desmoronava rapidamente perante acusações mútuas de violações, os ataques a petroleiros no Estreito recomeçaram, e as milícias apoiadas pelo Irão no Iraque lançaram drones contra instalações petrolíferas em Riade e na região oriental da Arábia Saudita, provocando ataques de retaliação conjuntos dos EUA e da Arábia Saudita. Entretanto, os houthis declararam um embargo marítimo contra a Arábia Saudita e reivindicaram ataques a dois petroleiros no Mar Vermelho, colocando em risco cerca de 2,5 milhões de barris por dia das exportações de petróleo sauditas, numa altura em que o tráfego em Ormuz já está paralisado, segundo a Rystad Energy. A Arábia Saudita confirmou que a sua capacidade de produção de petróleo foi reduzida em cerca de 600.000 barris por dia após ataques a instalações energéticas, enquanto um importante oleoduto concebido para contornar o Estreito de Ormuz também foi atingido.

Consideradas coletivamente, as implicações deste embargo são graves em duas frentes. O Estreito de Ormuz e o Estreito de Bab el-Mandab representam, em conjunto, aproximadamente 40% da oferta global de petróleo. Com ambos os estreitos e o oleoduto alternativo "este-oeste" sob ameaça direta, é difícil vislumbrar um teto para o petróleo em caso de nova escalada. O Irão também rejeitou a proposta de Omã que sugeriu um controlo partilhado de 50-50 do Estreito de Ormuz, indicando que Teerão deve manter o controlo total da rota marítima de entrada e de parte da rota de saída, o que deixa muito pouco espaço para o tipo de compromisso que permitiria normalizar o tráfego comercial. Os dados da API revelaram que as reservas de petróleo bruto dos EUA caíram mais 3,3 milhões de barris na semana passada, apontando para um aperto contínuo, mesmo com novas conversações diplomáticas alegadamente em curso. E se os últimos cinco meses ensinaram algo ao mercado, foi que este tipo de conversações deve ser encarado com um nível considerável de ceticismo.

Destruição da procura e o paradoxo da oferta

Por detrás da volatilidade que domina as manchetes, causada pelos ataques a petroleiros e pelos ultimatos incessantes de Trump, o quadro estrutural do mercado global de petróleo revela sinais profundamente contraditórios, que dificultam particularmente as previsões. Do lado da procura, os danos causados pela guerra foram substanciais, como demonstraram os dados mais recentes. Em média, a AIE prevê uma queda no consumo global de petróleo de 1,2 milhões de barris por dia em 2026, com 0,8 milhões de barris por dia desta redução concentrados nas economias não pertencentes à OCDE. A Ásia será a região mais afetada, devido à sua vulnerabilidade geográfica a perturbações no abastecimento do Golfo. Mesmo com a AIE a projetar uma recuperação sazonal do consumo durante o período de viagens de verão, antecipa-se uma diminuição na procura global de petróleo de 1 milhão de barris por dia durante este ano, com a recuperação a depender inteiramente da arriscada premissa de que os fluxos pelo Estreito serão gradualmente normalizados.

Do lado da oferta, o cenário é igualmente incerto. Prevê-se que a oferta global de petróleo diminua, em média, 3,9 milhões de barris por dia em 2026, para 102,4 mb/d. Ainda assim, as perdas de oferta no Golfo foram parcialmente compensadas pelo forte crescimento fora da OPEP+ nas Américas, com as libertações da Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA, com a expansão da produção no Brasil, Canadá e Guiana, e com um aumento de 3,5 mb/d nas exportações de petróleo bruto da Bacia Atlântica para mercados a leste de Suez desde o início da guerra. A OPEP+ também enfrenta um dilema irónico. Grande parte da sua teórica capacidade excedentária encontra-se precisamente nos campos do Golfo que estão encerrados ou inacessíveis devido ao conflito. A AIE observou que as margens de refinação subiram para máximas de quatro anos, com os mercados de gasóleo e gasolina a registarem um aperto acentuado, mesmo com o aparente abastecimento satisfatório nos mercados de petróleo bruto. Esta divergência deve-se, em grande parte, ao facto de as principais refinarias de exportação do Golfo ainda não terem retomado as suas operações. Para os investidores, resta aguardar um avanço diplomático duradouro que elimine o ruído das especulações sobre um cessar-fogo e da retórica bombástica. A AIE projeta uma recuperação de 2,0 milhões de barris por dia em 2027, quando os preços baixarem e os fluxos da oferta regressarem plenamente, mas essa premissa exige uma paz que, até esta manhã, não parece viável a curto prazo para nenhuma das partes envolvidas.

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