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Aviso de Risco: Os CFDs são instrumentos complexos e acarretam um elevado risco de perda rápida de dinheiro devido à alavancagem. 83% das contas dos investidores não profissionais perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador. Deve ter em conta se compreende como funcionam os CFDs e se pode assumir o elevado risco de perder o seu dinheiro. Por favor, clique aqui para ler o nosso Aviso de Risco na íntegra.

79% das contas dos investidores a retalho perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador.

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Forex markets flip as Fed set to pivot

Viragem no mercado Forex com potencial mudança da FED

Após um período de relativa obscuridade, os mercados cambiais explodiram durante a última semana,  à medida que o mundo começou a reverter a tendência do domínio do dólar, iniciadoapós os resultados das eleições presidenciais  de novembro. GBP/USD e EUR/USD subiram 3% em fevereiro, com uma valorização equivalente do iene japonês, que colocou USD/JPY ligeiramente abaixo do nível psicológico de 150. Em simultâneo, a rentabilidade das obrigações do tesouro americano a 10 anos caiu 0,25% em apenas cinco dias de trading, conferindo veracidade a uma possível mudança de paradigma no mercado Forex durante os próximos meses.

Os motivos da revitalização dos mercados cambiais globais são vários. O elemento mais importante para a escala e duração do movimento positivo no mercado será, inevitavelmente, a suavidade das políticas monetárias dos principais bancos centrais e, obviamente, o efeito da crescente guerra comercial entre os EUA e os seus vários parceiros comerciais, o seu impacto sobre o volume de trading do dólar e nível de confiança na moeda nacional dos Estados Unidos.     

Suavemente...

Após um longo período com taxas de juro acima da média, estáveis no intervalo de 4,25% a 4,5% durante vários meses, parece que a Reserva Federal dos EUA está finalmente preparada para considerar uma abordagem mais suave na sua política monetária. A ferramenta FedWatch da CME sugere uma probabilidade de 50% de corte de pelo menos 25 pontos bases (bps) sobre a taxa de juro diretora em junho, embora alguns acreditem que a redução será implementada mais cedo, caso seja possível colocar a inflação persistente mais próxima da meta de 2%. Portanto, os investidores estarão atentos durante a publicação dos dados de inflação na sexta-feira, no relatório PCE, que costuma ser o recurso favorito da Reserva Federal para mediar a inflação.

A queda na rentabilidade das obrigações do tesouro americano (T-notes) pode sugerir que as instituições e o "dinheiro inteligente" se preparam para uma política monetária mais dovish, e portanto, um dólar menos forte no horizonte. Isto explicaria a valorização de curto prazo da libra esterlina, e até do iene japonês, embora outros fatores regionais também possam influenciar os mercados durante as próximas semanas e meses. Uma sondagem recente feita pela Reuters, com a participação de vários economistas de renome, demonstrou que a maioria prevê que o Banco de Inglaterra (BoE) vai manter as suas taxas de juro inalteradas nos 4,50% em março, antes de implementar um corte para 4,25% no segundo trimestre. Entretanto, o candidato a chanceler alemão, Frederich Merz, deseja remover o "travão da dívida" que limita o défice a 0,35%. Esta medida poderia abrir as portas a uma flexibilização mais agressiva por parte do BCE. Todos os fatores supracitados irão provavelmente contrabalançar a postura dovish da Reserva Federal, e podem encorajar a normalização das principais moedas mundiais até ao verão.

A Arte da Guerra

Um dos principais riscos presentes, não apenas para os EUA, mas para a economia global, é a nascente guerra comercial sino-americana. Donald Trump já aplicou tarifas de 25% sobre uma série de produtos e recursos provenientes da China, e o PCC ripostou com taxas de 10% e 15% sobre o carvão e GNL dos EUA. Trump também quer alargar a dimensão das suas sanções para açambarcar outros países, incluindo dois dos maiores países do grupo BRICS, Índia e Brasil. O impacto desta política protecionista não se limita aos preços de matérias-primas ou até ações, pois também pode afetar significativamente o valor da moeda nacional norte-americana. Para além de reduzir o volume do comércio internacional, feito predominantemente em dólares americanos, também diminuiria o nível de confiança no greenback como moeda de reserva global, acelerando a migração para outros meios de transferência bilateral.

Embora o valor do dólar americano tenha subido após o anúncio de tarifas durante a primeira presidência de Donald Trump — aumentando 10% em 2018 e 4% em 2019 — foi durante um período em que o dólar era praticamente incontestável como recurso de troca internacional, com uma disparidade bastante superior entre as taxas de juro americanas e dos restantes países desenvolvidos do mundo. No entanto, os países do grupo BRICS não são os únicos preocupados com as tarifas dos EUA. O responsável pela política monetária e presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, afirmou que "a forte dependência da exportação torna a Europa particularmente vulnerável a potenciais tarifas impostas por Trump", e o presidente americano ainda não excluiu a hipótese de apontar a sua arma favorita à União Europeia. A incerteza paira no ar, mas além dos danos causados ao próprio dólar americano durante um período de flexibilização monetária e redução do comércio, moedas como o euro, a libra esterlina e o iene também podem sofrer golpes duros, caso as exportações se tornem menos competitivas por influência de tarifas artificiais.

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