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Aviso de Risco: Os CFDs são instrumentos complexos e acarretam um elevado risco de perda rápida de dinheiro devido à alavancagem. 83% das contas dos investidores não profissionais perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador. Deve ter em conta se compreende como funcionam os CFDs e se pode assumir o elevado risco de perder o seu dinheiro. Por favor, clique aqui para ler o nosso Aviso de Risco na íntegra.

79% das contas dos investidores a retalho perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este prestador.

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Gold Keeps Rising As Rates Fall and Stocks Stall

Ouro Continua Ascensão com Quedas das Taxas de Juro e Estagnação nas Ações

Para um instrumento tradicionalmente mais reservado como o ouro, quaisquer valorizações são tipicamente modestas e esporádicas. A ascensão do metal amarelo nos últimos 18 meses, superior ao dobro do seu preço anterior, apanhou completamente o mercado de surpresa. Partindo do nível de $1.821,38 por onça troy nesta mesma data há exatamente dois anos (16 de outubro de 2023), o ouro acaba de atingir uma nova máxima histórica de $4.241,48 e não demonstra sinais de abrandamento a curto prazo. O interesse de compra permanece sólido entre os bancos centrais e instituições financeiras, e um número crescente de traders comuns, não profissionais, também demonstram um nível significativo de interesse ou decidem expandir os seus portefólios para incluir metais preciosos, que apresentaram lucros superiores ao mercado de ações durante este ano.

Obviamente, todos sabemos que o ouro é o clássico ativo estável, tornando-se cada vez mais atrativo na ausência de alternativas adequadas. A recente mudança para uma política monetária mais "dovish" por parte da Reserva Federal também impulsiona a procura, uma vez que os rendimentos mais baixos tornam a moeda fiduciária, já de si pouco atraente, num veículo de investimento ainda menos aliciante. Em circunstâncias típicas, assistiríamos também ao aumento do interesse no mercado de ações, contudo, a guerra comercial entre as duas maiores economias mundiais e a incerteza económica e geopolítica nos EUA (e além-fronteiras) continuam a silenciar a procura por classes de ativos com um maior nível de risco intrínseco. Neste artigo, vamos analisar a influência dos fatores supracitados, e outros, sobre o mercado do ouro em 2025, enquanto tentamos prever a direção dos preços para o próximo ano.

Perda de valor monetário

Embora o crescimento do preço do ouro tenha sido indiscutivelmente extraordinário, não ocorreu de forma isolada. A procura pelo metal amarelo foi definitivamente impulsionada pela insegurança global e pela inflação persistente, mas a valorização anual de quase três dígitos foi resultado da combinação destes fatores com o incessante declínio das moedas fiduciárias como método de reserva de valor. Até as principais moedas de refúgio como o dólar americano, iene japonês e franco suíço, perderam o seu brilho com recordes nos respetivos rácios de dívida pública face ao PIB, e poucos motivos de celebração em termos de rendibilidade das suas obrigações. Apesar de taxas superiores a 4% na rendibilidade dos títulos do Tesouro norte-americano a 10, 20 e 30 anos, o capital não apresenta sinais de disponibilidade para trocar o ouro pelas promessas em papel do dinheiro fiduciário.

Todas as moedas do G10 começam a ser postas em causa, e a "negociação global da desvalorização" (global debasement trade) deixou de ser um mero slogan, representando atualmente uma evidência do pânico do capital global, que percebeu a desconexão da aritmética fiscal. É verdade que os bancos centrais mundiais começaram a acumular ouro há algum tempo, após perceberem o impacto da "ordem internacional baseada em regras" sobre as reservas fiduciárias dos países considerados problemáticos. Certamente, esta afluência desempenhou um papel crucial na valorização do ouro ao longo dos últimos 2-3 anos, e o mercado "bullish" (altista) dos últimos 12 meses cheira a "capital de peso". Como escreve Stephen Innes, da SPI Asset Management: "os mercados começam a olhar para a inflação não como um evento, mas como uma estratégia. Os investidores começam a ponderar nos preços aquilo que os decisores políticos não dizem em voz alta: a dívida será erodida pela inflação". Neste contexto, não é surpreendente que os investidores prefiram ativos reais à moeda fiduciária, fungível e inflacionária. Contudo, considerando que muitos permanecem ineptos para explorar as criptomoedas, o ouro é a escolha natural, que conseguirá reter o seu nível de procura durante algum tempo.

Ausência de alternativas

O ouro é famoso pela sua capacidade de proteção (hedge) contra a inflação e volatilidade, e esta categoria de investimentos representa certamente uma fatia gorda das compras envolvidas na sua recente ascensão. No entanto, as subidas rápidas e atípicas no preço do ouro durante este ano foram, sem dúvida, simultaneamente impulsionadas por compras especulativas. A política com taxas de juro mais baixas, iniciada pela Reserva Federal em agosto de 2024, que reduziu os juros de 5,5% para os atuais 4,25%, deveria favorecer os ativos de maior risco, como as ações. No entanto, o S&P 500 e o Nasdaq 100 apresentaram valorizações de apenas 14,7% e 22,7% nos últimos 12 meses, enquanto o ouro, tradicionalmente mais reservado, conseguiu conquistar 57,5% ao longo do mesmo período.

Existem múltiplos motivos que justificam esta discrepância, mas o principal continua a ser a incerteza geopolítica, materializada pela declarada guerra comercial entre os EUA e a China. A China anunciou um plano de reforço sobre o controlo à exportação de stocks de minerais de terras raras, enquanto os EUA retaliaram com a ameaça de tarifas de 100% e novas restrições a "todo o software crítico". Agravando o panorama, entram em vigor em meados de outubro taxas portuárias recíprocas no valor de $50 por tonelada. É expectável que o setor tecnológico norte-americano seja o mais penalizado. Dado que uma parte significativa do mercado acionista dos EUA depende do desempenho das "Mag 7", as projeções sugerem que as ações irão permanecer sob pressão. Contudo, o desaire dos mercados acionistas deverá traduzir-se em ganhos para o ouro, sobretudo na expetativa de cortes adicionais às taxas de juro previstos para o final do ano. As previsões apontam para que o banco central norte-americano proceda a, pelo menos, duas reduções da taxa de juro diretora ainda este ano para um nível inferior a 3,8%, pela primeira vez desde a pandemia. Num contexto em que o capital dispõe de escassas alternativas de investimento com níveis comparáveis de rentabilidade, é provável que o metal amarelo registe entradas de capital ainda mais significativas, especialmente com a redução adicional do seu custo de oportunidade.

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